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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cazuza – Codinome beija-flor


Naquela manhã, ele acordou com uma dor de cabeça quase insuportável. Se levantou foi ao banheiro e quase vomitou! Lembrou que não estava em casa! (que vergonha!) Pegou uma aspirina e tomou a seco! (talvez faça efeito mais rápido!)

Voltou pra cama e tentou dormir mais um pouco quando veio o primeiro flash! Seus olhos abriram esbugalhados! Não! O que aconteceu não foi um pesadelo! Foi verdade!

Seus olhos se encheram de lágrimas e a cabeça que doía, ameaçava explodir! Enquanto ele se esforçava pra lembrar detalhes da noite, alguém se mexia na cama. Sem olhar pro lado, seu pé foi atrás da outra pessoa. Pé com pé e a interrogação de “Sai!”, o fizeram tremer. Ele realmente tinha que sair dali!

Não demorou muito pra ele se levantar, procurar as meias, pegar suas coisas e ir embora! Tudo tinha acontecido de verdade, mas o que exatamente? Como? De que maneira?

Viram algumas lembranças: O outro, o beijo, a pista, outro beijo, vários beijos, mais um tequila, uma cerveja, pista, a ida até o amigo, um apagão, a saída da balada sozinho, o telefone tocando, um apagão, o taxi, outro apagão e ele acordando com a dor de cabeça!

Depois vieram as mensagens! Por celular ele tentava captar, pelas trocas de mensagem, o que exatamente aconteceu, mas sem sucesso!

A vergonha se abateu de uma maneira inimaginável! Não lembrar do que fez e de como fez era a pior coisa que poderia acontecer!

Queria poder voltar no tempo, apagar o que aconteceu, desistir de ter saído de casa, de ter insistido tanto.

Eles tentaram, na noite seguinte foram gentis um com o outro, mas no dia seguinte, um abismo entre os dois se abri e o melhor a fazer e vê-lo seguir seu caminho! Nesse momento, não há espaço para os dois naquela estrada! Cada um vai ter que seguir o seu caminho sem olhar pra trás!

As duas estradas são divididas por uma porção de morros. A paisagem não é a melhor que ele já viu, mas é a única que o cerca! Nem se passou tanto tempo desde aquele dia fatídico, mas parece que tudo aconteceu a semanas. Só com dois dias e a saudade já é de 2 meses!

Enquanto ele não sabe o que o outro pensa, torce para que um dia,as estradas se cruzem e ele possa ser perdoado e então, como bons amigos que ficaram longe por um tempo, possam se abraçar. Até lá, vai caminhando pela estrada tentando reencontrar pessoas que ele a um tempo não via!

"Eu protegi teu nome por amor,
em um codinome beija-flor..."

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quarta-feira - Cazuza

Eu sempre falo que as quartas-feiras, depois do almoço, a gente já pode começar a ficar bem feliz, metade da semana útil, já foi! O final de semana está chegando e é hora de começar a pensar onde se jogar.

Esse final de semana, porém, a programação começou antes. É o meu aniversário e, apesar do medo dos 30, tenho que comemorar!!!

30 anos... 30!

Preciso tentar entender porque esse número me assusta tanto. As vezes acho que é porque me cobro um outra vida aos 30 anos... Aos 15, eu achava que nessa idade eu estaria casado e, talvez, morando fora de São Paulo.

Hoje, na quarta-feira que antecede meu aniversário, com a independência financeira batendo na porta e eu feliz com a carreira que estou construindo, o que falta mesmo pra completar a história toda é: Alguém...

Alguém que me tire de um certo “estágio depressivo”.  Alguém que, como diz Cazuza, “caia na minha rede um dia”. Alguém que talvez se apaixone de verdade e que a paixão seja recíproca daquelas que a gente não sabe explicar.

As vésperas do dia 10/10, não quero um romance de menininha. Porra! Sou um homem feito como diria minha tia, quero um homem feito também! Quero ter uma história de gente grande feita por gente grande e pra gente grande ver.

Ser gente grande é um saco, já entendi isso, mas tô começando a achar que pode ser bem divertida também. Só preciso aprender como fazer essa transformação. Pelo menos eu ainda tenho 10 anos até eu chegar aos 40.

Tchau meus vinte! Você vai deixar muitas saudades! Oi meu trinta, prazer! Sou o Fernando e vamos viver juntos por dez anos. Sejam bonzinho, por favor! Obrigado...

"Quero que você me ame bastante
daqui até a Constante Ramos"

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Todo amor que houver nessa vida – Cazuza

Uma música que começa com “Eu quero a sorte de um amor tranquilo”, não poder ser menos que maravilhosa. Quem nunca sonhou com essa sorte? Eu por exemplo nunca tive!

Meus amores sempre foram aqueles que chegam avassaladores, que me faziam você tremer só de pensar na pessoa, e a boca ficava seca só com o toque do telefone! Não que isso me fizesse repensar qualquer coisa, muito pelo contrário, sempre achei que era assim mesmo! Com o passar do tempo, a gente cresce e descobre que as coisas não são bem assim!

Quero a sorte de um amor maduro! Quero a sorte de amor adulto! Quero a sorte de um amor apaixonado!

Com muita conversa e muita terapia (sim, faço terapia!), aprendi que às vezes fazemos um longo caminho até chegar a um lugar chamado relacionamento! Às vezes esse caminho até pode ser curto, mas em geral, ele é longo e tem-se que ter fôlego.

“E se eu achar a tua fonte escondida                                                   
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não”


Tenho tentado ter fôlego, mas com todo esse fôlego, vem também o medo de caminhar tanto e perceber que o final do caminho, não tem um relacionamento, tem só uma história que demorou muito mas, “não é dessa vez!”.

Quero a sorte de um amor encontrado de maneira inusitada e não ter o sofrimento de perder o que ainda nem tive!


“Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida”


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Faz parte do Meu Show - Cazuza

"...Se escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão..." mas não foi bem isso que aconteceu!

Talvez até fosse assim se eu não tivesse passado a mão no telefone e ligado no seu celular. O que ouvi naquele dia vai ficar marcado a ferro e fogo! "Pai, é pra você!".

As mãos gelaram, o coração bateu forte e as pernas ficaram bambas, mas alguma coisa não me deixou desligar e fiquei ali esperando o seu alô, que veio em seguida.

Um encontro no cinema, uma caminhada no shopping, um bom papo e quase 19 meses vivendo a história de uma paixão sem pé nem cabeça. Uma curtição que lá no final virou coisa séria. Mas não dava, né? Não podia continuar. Não daquele jeito!

Ainda hoje me peguei lembrando da reforma na casa, os telefonemas nos finais de tarde de domingo, nos encontros rápidos nos dias de semana, os papos incríveis, as suas histórias de skatista e os seus finais de semana de surfista.

Que vontade de tomar vinho falando besteira e de chegar em casa de moto!